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sábado, 24 de julho de 2010

Noite passada (tentando ser lírica no dia14/07/07)

Textinho antigo(não é muito bom não...mas é o melhor que da pra postar hoje =D)Espero que gostem...

Ontem eu não era uma boa companhia. Atordoada em uma crise súbita de existência. Dediquei-me ao vicio tóxico da fidelidade. Fidelidade aos meus sentimentos, ao meu eu lírico. Sem nada esquecer, essa claramente não foi uma das noites em que trai a solidão. Depois de privar os meus amigos da minha presença de espírito. Mesmo em meio a diversas tentativas frustradas
De me fazerem participar das conversas e risos que rolavam naquela mesa. Eu continuava insistindo a me esconder dentro de mim, tanto quanto a muito tempo eu não fazia. Ainda com alguns flashes na lembrança de
momentos, palavras, pessoas e idéias que trouxe na mente, do
Teatro e que me acompanharam e povoaram ainda por uns momentos a minha mente. Depois tentei não levar o desprazer da minha nostalgia a aquelas pessoas que ali estavam comigo. Dei alguns sorrisos amarelos e ate me atrevi a cantarolar com a Sam: alguma coisa de “construção” se me lembro bem. Quando então cheguei em casa
Me desapeguei de todos os panos que já sufocavam o meu corpo. E encarei seria e introspectiva a quem aquele espelho refletia,na tentativa de descobrir em que parte de mim me desprendi. Quem sabe encontrar uma resposta muda
Dentro de um olhar já intimo. Enfim não obtive nenhum avanço. Me restou apenas tentar me transportar a algum lugar onde a história não fosse minha, as dores, os traumas, os medos, estivessem expostos em outra moldura. Na qual eu pudesse me dar ao luxo de fazer apenas uma análise fria dos sentimentos alheios.E então fui procurar um livro,encontrei em meio as tralhas que guardo, a “poesia errante de Carlos Drummond de Andrade”
e quando me deparei com:
"PASÁRGADA,O SOFA DESSE APART,RECADO AO POETA E PROCURANDO UMA ALEGRIA"
Veio pela primeira vez uma coisa a ficar clara na minha mente. -Só entenderá o poeta aquele que sofrer-, e então como num passe de mágica a poesia inexplicável se torna clara. A partir dali, só por aquele momento deixei de lado a minha existência e mergulhei no coração do poeta noite adentro.

6 comentários:

Anjo Azul disse...

histórias de papéis remendados, amarelados, cheios de poeira são revestidas de boa experiência - ainda que dorida - e motivo por um bom trago de si.
mais do que precisar sofrer para entender o poeta, é necessário não querer entender, mas, viver aquela cena que ele passa.
Vc não escreve poesias em formato e sim em entrelinhas.

Simplicidade, às vezes, é o que se tem de mais de sofisticado.

=]

Sinuca-breja-bossa disse...

As vezes os amarelados no fundo da gaveta são as melhores viagens!!!

Maria`s disse...

"hoje não quero nada que doa"... perfeito, parafraseando Carpinejar "alguém dentro de mim, mente pra me proteger"


1a vez que piso aqui, gostei de seus textos, visitarei ++
bjossss

Unknown disse...

Porque a vida real não pode ser vivida como se vivesemos dentro do estomago de um poeta. Como se escolhessrmos que nossa realidade seria um eterno filme de almodovar dentro de um casulo que transformariamos na nossa galrria de artr particular onde tudo fosse reflexo exposto do que carregavamos por dentro porque viver um sonho de cenas de amor de novela das 8 no início ou fim da trama trm que ser so um sonho. Porque aceitar que a realidade é e tem que ser outra, tem que srr fria, trm que ser racional, se a realidade é criação unica e exclusiva.

cainan constantino disse...

Porque nao nos permitir viver com o sol clarrando as plantas na janela e energizando os cristais enquanto o cha esfria ao lado da escrivaninha ou da tela em branco. E a noite um vinho uma janela gigante de vidro suprindo a falta de uma sacada, uma luzz difusa, poesia arte silencio meditação conversa s sussurantes,riso alto, filmes de arte, de acao, de amor, sexo selvagem, sexo sussurante, jantar a luz de velas, miojo vendo novela, solidao acompanhada entre livros e afazeres,solidao solitaria de casa vazia mesmo que por poucas horas e esse pode ser um mundo inteiro, tem que poder.

cainan constantino disse...

Porque nao nos permitir viver com o sol clarrando as plantas na janela e energizando os cristais enquanto o cha esfria ao lado da escrivaninha ou da tela em branco. E a noite um vinho uma janela gigante de vidro suprindo a falta de uma sacada, uma luzz difusa, poesia arte silencio meditação conversa s sussurantes,riso alto, filmes de arte, de acao, de amor, sexo selvagem, sexo sussurante, jantar a luz de velas, miojo vendo novela, solidao acompanhada entre livros e afazeres,solidao solitaria de casa vazia mesmo que por poucas horas e esse pode ser um mundo inteiro, tem que poder.